HISTÓRIA


A Bacia do Rio Tapajós começou a ser estudada em 1986, quando a Eletronorte realizou Estudo de Inventário preliminar, cujas atividades foram interrompidas em 1991. A empresa havia detectado apenas para o aproveitamento de São Luiz do Tapajós uma potência instalada de 14 mil megawatts (MW).

Em 2005, a Eletronorte solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registro para estudos de inventário do Rio Tapajós, quase ao mesmo tempo em que a Camargo Corrêa. As empresas decidiram se unir para estudar o rio em conjunto e, em janeiro de 2006, a Aneel concedeu o registro ativo (a autorização) para os estudos em conjunto. Os estudos prosseguiram até junho de 2008, quando as empresas entregaram o resultado à Aneel – e foram aprovados em maio de 2009.

Os estudos de inventário aprovados indicaram um potencial de 10.682 megawatts (MW) para cinco dos sete aproveitamentos hidroelétricos identificados. Esses cinco aproveitamentos são: os AHEs São Luiz do Tapajós (6.133 MW) e Jatobá (2.338 MW), ambas localizadas no Rio Tapajós – e os AHEs Cachoeira do Caí (802 MW), Jamanxim (881 MW) e Cachoeira dos Patos (528 MW) localizadas no Rio Jamanxim.

Após a conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) e do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do Aproveitamento Hidrelétrico São Luiz do Tapajós, a capacidade instalada da usina foi ampliada para 8.040MW com 4.012MW médios de energia firme. São Luiz do Tapajós foi o primeiro aproveitamento a ter seus estudos concluídos. Estão em andamento ainda os estudos de engenharia e ambientais do AHE Jatobá.

Após a aprovação dos estudos de inventário, Eletronorte e Camargo Corrêa iniciaram os estudos de viabilidade dos cinco AHEs, recebendo o registro ativo pela Aneel em agosto de 2009.

Ainda para desenvolver os estudos necessários à fase de Viabilidade do empreendimento a Eletrobras entrou com pedido de abertura de processo de licenciamento junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, para dar início aos estudos ambientais das usinas. Em fevereiro de 2012, o Ibama emitiu o Termo de Referência, documento que baliza a realização dos Estudos de Impacto Ambiental, para o AHE São Luiz do Tapajós e em maio do mesmo ano o termo de referência do AHE Jatobá.

Hoje o Grupo de Estudos Tapajós reúne as empresas Eletrobras, Eletronorte, EDF, Camargo Corrêa, Cemig, Copel, GDF SUEZ, Endesa Brasil e Neoenergia com o objetivo de concluir os estudos de viabilidade e ambientais das usinas de São Luiz do Tapajós e de Jatobá.