AMBIENTAIS

Estudos ambientais no Tapajós avançam

Ministério de Minas e Energia e Eletrobras apresentaram andamento de estudos para aproveitamento hidrelétrico da região durante entrevista coletiva em Belém

Em torno de 25% das pesquisas de avaliação da fauna e da flora do Médio Tapajós, no período da cheia, previstas nos estudos para aproveitamento hidrelétrico da região, já foram concluídas, informaram o secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia (MME), Francisco Romário Wojcicki, e o diretor de Geração da Eletrobras, Valter Cardeal, durante entrevista coletiva realizada na tarde de ontem (8), em Belém, no Pará.

De acordo com os representantes do governo e da Eletrobras, os estudos avançam, na segunda semana de trabalho dos pesquisadores, e devem ser concluídos ainda neste mês. Cerca de 80 biólogos, engenheiros florestais, técnicos e auxiliares de campo estão no Médio Tapajós para conhecer a biodiversidade da região. “No momento, estamos fazendo estudos de análise da cheia do rio”, lembrou o secretário-executivo adjunto do MME.

O diretor de Geração da Eletrobras explicou que os estudos ambientais e de engenharia são uma etapa prévia e necessária para avaliar a viabilidade do empreendimento. “A legislação ambiental brasileira é uma das mais modernas do mundo e estamos seguindo de maneira rigorosa e científica todas as determinações do Ibama nos estudos ambientais”, destacou Cardeal.

Usinas-plataforma

O secretário-executivo adjunto do MME e o diretor da Eletrobras explicaram aos jornalistas que o conceito de usina-plataforma, que está sendo estudado para os aproveitamentos hidrelétricos São Luiz do Tapajós e Jatobá, no Médio Tapajós, incorpora, desde o projeto básico, todas as boas práticas ambientais e reduz ao máximo o impacto na implementação dos empreendimentos. “A usina será um vetor de conservação ambiental permanente”, assegurou Wojcicki.

De acordo com Valter Cardeal, as usinas-plataforma não estimulam a criação de vilas operárias e a circulação de pessoas no local da obra e, posteriormente, na hidrelétrica. “O conceito de usina-plataforma leva em conta a preservação e a conservação do bioma. No caso das usinas do Tapajós, fecharemos um polígono de 200 mil km², que já são áreas protegidas”, afirmou.

Durante a coletiva, foi demonstrada a importância das usinas hidrelétricas na matriz energética brasileira, que é considerada referência mundial na utilização de fontes limpas de energia. O secretário-executivo adjunto do MME ressaltou que a política energética do país se baseia na modicidade tarifária, na segurança do abastecimento e na universalização do acesso. “Com o crescimento da economia brasileira, o governo tem o grande desafio de incorporar 3.500 MW novos a cada ano, o que equivale a uma usina do porte de Santo Antônio, garantindo um crescimento sustentável do país”, disse. Francisco Wojcicki lembrou também que o consumo per capita no Brasil (2.200 MW) ainda está distante da média mundial (2.700 MW).

Fonte: Ascom MME e Ascom Eletrobras