USINAS-PLATAFORMA

Inspirado nas plataformas marítimas de exploração de petróleo e gás, onde os trabalhadores se revezam em turnos, o conceito de usina-plataforma para o desenvolvimento de aproveitamentos de geração hidrelétrica é de extrema relevância para o setor.

O conceito de usina-plataforma consolida todas as boas práticas socioambientais na construção de hidrelétricas que foram sendo assimiladas ao longo do tempo em um modelo que reforça e prioriza a preservação e a conservação ambiental, com foco no mínimo impacto e na maior recomposição ambiental possível.

Nesse conceito, a implantação será semelhante à de uma hidrelétrica tradicional, mas sempre com soluções que privilegiem o menor impacto.

Ao contrário do que ocorreu em muitas hidrelétricas, que levaram crescimento e desenvolvimento às regiões onde foram instaladas, com a ampliação da infraestrutura, do comércio e serviços, as usinas no rio Tapajós serão construídas sem a instalação de vilas operárias, cidades e centros comerciais no entorno.

A ideia do projeto é criar alojamentos temporários, entre outras instalações, que serão totalmente desmontados no fim da obra, reduzindo a possibilidade de grandes migrações para a região. Além disso, vias provisórias de acesso serão desfeitas e a vegetação nas áreas não utilizadas pelas usinas será recomposta, com replantio de árvores.

Do mesmo modo, estradas permanentes terão seus acessos aos empreendimentos controlados. Os vencedores dos leilões de energia serão responsáveis pela preservação e conservação do entorno das hidrelétricas, o que ajudará a evitar ocupações e atividades ilegais em áreas de proteção ambiental.

Esse modelo está sendo pensado e estabelecido para áreas legalmente protegidas ao mesmo tempo em que reforça o desenvolvimento da região Norte, especialmente o estado do Pará, com aumento da oferta de energia.